Panning

Panning

Panning é o nome dado a uma técnica fotográfica que tem como base o controle da velocidade ao ponto em que se consiga capturar um objeto em movimento de forma nítida e estática mas que consiga deixar o restante da cena leve ou fortemente riscada pelo movimento causado pela utilização de uma baixa velocidade em relação ao mesmo.

O efeito causado por esta técnica é muito interessante e ressalta o movimento, a ação na imagem. E como toda técnica, que resulta em um bom efeito, um cuidado extra na hora de aplicá-la se faz necessário, pois efeitos e técnicas  intensos tornam a imagem incômoda, ou seja, cuidado para não utilizar demasiadamente em um único evento, álbum ou coleção, pois tornará a visualização do mesmo difícil.

Algumas situações comuns onde se aplica muito esta técnica são as corridas automobilísticas, MotoCross, corridas, ciclismo e/ou qualquer outro esporte que haja movimento relativamente constante do objeto principal. Porque constante? Imaginem uma corrida de skate, onde todos os participantes descerão uma ladeira e para ganhar velocidade adotarão determinada posição sobre o skate e tentarão permanecer o mais estático possível para manter o equilíbrio e fugir das ações de atrito da física. Esta seria uma situação interessante para se aplicar o panning. Já um campeonato de manobras, ainda no skate, já se torna difícil aplicar esta técnica, visto que os participantes não tem o objetivo de ficarem estáticos, mas sim de se movimentarem o tempo todo. O que acontece aqui é que o panning será aplicado e o fundo será riscado sim, mas serão raros os momentos onde o objeto principal, o skatista em questão, ficará nítido, pois por conta da baixa velocidade do obturador e de seu movimento constante em cima do skate provavelmente ele também ficará riscado, não caracterizando uma técnica de panning bem aplicada.

É muito importante se posicionar de forma firme, mas não estática. A utilização de um monopé ao invés de um tripé é o ideal, pois o monopé lhe fornecerá uma determinada consistência durante os disparos e te deixará livre para movimentar sua câmera horizontalmente. Não importa se o panning é feito da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda. Este aspecto é de ordem interpretativa e necessita de um objetivo final para determinar de qual lado se torna melhor a visualização.

O panning pode ser feito na vertical também, porém, são mais incomuns estas situações. Talvez um salto em queda livre, ou em uma cachoeira, desde que a movimentação do objeto se dê de forma vertical também a técnica pode ser aplicada, pois a direção da movimentação da câmera segue a movimentação do objeto e isto é o mais importante.

Utilizar o disparo contínuo da câmera é muito interessante, pois geralmente a cena em que se faz o panning é rápida e quanto mais fotos você fizer melhores as chances de conseguir uma que tenha ficado realmente boa. Sim, é difícil conseguir uma foto boa com poucos cliques.

O foco é outro problema. Daí temos duas situações: Foco manual ou contínuo. Se o objeto se posiciona a uma distância igual da câmera durante o trajeto onde será realizado o panning, pode-se utilizar o foco manual, o que melhora suas chances de capturar o momento certo por não ter que esperar a câmera encontrar o foco. Porém, se o objeto se movimenta de forma a reduzir ou aumentar a distância entre ele e a câmera neste mesmo trajeto, é interessante utilizar o foco contínuo, pois ele encontrará o objeto na posição adequada no momento do disparo.

Agora, é pegar a câmera e praticar. Se não tiver um monopé, procure se apoiar em uma parede, árvore ou algo que te dê firmeza no seu posicionamento. Cada objeto terá uma velocidade X e você deve descobrir qual é a melhor velocidade de disparo para cada situação.

Exemplos:

Técnica de panning feita em uma rodovia tendo um carro como objeto principal.

Técnica de panning feita em uma rodovia tendo um carro como objeto principal.

Panning realizado em uma corrida de ciclismo.

Panning realizado em uma corrida de ciclismo.

Até a próxima!

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O primeiro clique!

Bom, se você já leu um pouco a respeito da fotografia e já adquiriu seu equipamento verá que não é um bicho de sete cabeças pra começar a fotografar. Mesmo sem entender direito ainda como funciona tudo sua câmera, seja ela uma câmera compacta ou uma DSLR a mesma deve possuir o modo “Automático”, geralmente simbolizado por um quadrado verde no seletor de modos de fotografia ou no menu digital interno da câmera. Este é ou deve ser um modo usado por muito pouco tempo, pois a câmera faz todo o julgamento sobre como uma imagem deve ser fotografada, sobrando pra você apenas clicar, e isso não é ser um fotógrafo não é mesmo? Mas serve pra você ter as primeiras experiências, ver as primeiras imagens, como sua câmera trabalha, etc.

Quando você sair deste “modo automático” é que a coisa fica boa. Aí você se responsabilizará por alguns ajustes que tornarão suas imagens mais personalizadas, definirá cada vez mais o seu estilo e terá a oportunidade de exercitar sua criatividade.

Basicamente (e eu diria até completamente) a fotografia é o equilíbrio (ou o desequilíbrio) entre quatro coisas: Velocidade do Disparo, Abertura do Diafrágma, Sensibilidade do ISO e a Luz. Em qualquer imagem que seja você encontrará estes quatro componentes trabalhando em conjunto para formar a imagem. Vamos entender cada um deles agora.

ISO

É como se fosse o filme fotográfico antigamente. É a sensibilidade do sersor digital na sua câmera. Quando maior o valor do iso (ISO 100, 200, 400, 800, 1600…) mais luz o sensor será capaz de captar. Em contrapartida sua imagem também apresentará um ruído maior. Ruido é um tipo de sujeira (como se fossem os grãos dos filmes antigamente) que é inserida para completar a imagem em áreas que faltam a luz. Em programas de edição de imagem é possível remover este ruído significativamente ou até completamente, porém, perde-se nitidez, algo muito importante para uma bela imagem.

Velocidade do Disparo

É o tempo permitido para a luz atingir o sensor e sensibilizá-lo. A maioria das câmeras possuem esta velocidade ajustável entre 30 segundos até 1/4000 segundos de exposição. Quanto maior a velocidade mais nítida e congelada fica a imagem, porém, exige-se muita luz ou ISO elevado em algumas situações. E quanto menor a velocidade maior a possibilidade de captar pouca luz, ao preço de conseguir tremores e riscos luminosos na imagem. Faz-se então a necessidade de alguns acessórios como tripés, monopés e flashes. Mas a velocidade baixa é utilizada em muitas técnicas de fotografia e quando bem utilizada produz efeitos fantásticos como o Panning e o Light Painting.

Abertura do Diafrágma

A abertura do diafrágma é determinada pela lente que você está utilizando e é simbolizado pela letra “f”. Lentes mais baratas geralmente possuem o valor “f” elevado, o que significa uma abertura menor, portanto, se a abertura é menor a quantidade de luz que atravessa a lente para atingir o sensor é menor. Também interfere na profundidade de campo (DOF – Depth Of Field) que é o embassamento da área fora do foco, tanto atrás quanto à frente. Cada tipo de fotografia exige uma determinada abertura para ser bem feita, portanto, ter uma lente que não possui uma grande abertura pode significar fotos escuras, ruins, dependendo da situação em que você fotografa, como eventos noturnos, shows ou imagens que requerem uma velocidade muito grande de disparo em condições de pouca luz.

Luz

É a grande responsável por tudo acontecer. Nós fotografamos, registramos a luz. Se não há luz, não há fotografia. Todas as características da luz irão interferir na composição e registro de uma imagem, seja pela sua temperatura (quente ou fria), seja pela sua posição ou sua intensidade (sol, nublado, noite). A luz é uma grande responsável por determinar o tipo de equipamento que você deve ter, como lentes, tripés, flashes, câmera e uma outra gama de acessórios necessários para fazer justamente o controle da luz. Saber como a luz se comporta, sua física, suas características, é saber o que pode ou não ser feito em uma determinada situação e isso certamente determinará o seu sucesso na fotografia.

Portanto, tudo que você tem que fazer é balancear a configuração entre ISO, velocidade e abertura, tendo como referencia a luz que você possui em determinado ambiente ou utilizando equipamentos de iluminação para definir o seu set fotográfico. Alguns exemplos:

Dia, sol forte, muita luz = ISO 100, velocidade 1/500 e abertura em f10 (valor “f” maior, abertura menor)

Dia nublado, luz difusa = ISO 200, velocidad 1/250 e abertura f5.6

À noite, pouca luz = ISO 400, velocidade 1/125 e abertura f2.8

2 – Amador x Profissional

Depois de escolher seu equipamento e fazer seu primeiro curso de fotografia vem logo a pressão social e do mercado para te atrapalhar um pouco mais a vida. Você é fotógrafo? E aí? É ou não é? Sim! Se você se preparou, aprendeu alguma coisa e já começou a fazer suas fotos você é fotógrafo sim. Mas calma lá, isto é só uma definição da ação de fotografar, ou seja, quem clica é fotógrafo e pronto, ou é algo mais complexo? Eu diria que que são as duas coisas.

Mas isso só acontece porque o nome é igual para todas as situações, fotógrafo. Se você prepara um prato em sua casa, uma lazanha, ou um ovo frito que seja, você é um cheff? Um cozinheiro? Às vezes nenhum dos dois. Apenas um faminto tentando sobreviver… rsrsrsr. Então, não se preocupe com a categoria, a definição, pois fotógrafo é aquele que faz as fotos, desde o fotógrafo que não sabe nem ligar uma câmera compacta direito e consegue estragar todas as fotos do aniversário do pimpolho até Ansel Adams, um JR Duran da vida.

Mas basicamente existirão duas categorias de fotógrafos que são os AMADORES e os PROFISSIONAIS. Os dois podem fazer exatamente a mesma coisa, produzir o mesmo tipo de imagem, com a mesma qualidade, pois a fotografia em si, a imagem propriamente dita é um objeto, ou seja, se você deixar um arquivo no seu computador de uma imagem mal feita ela não vai melhorar com o tempo, ela permanecerá daquele jeito pro resto da vida dela. Quem aprende, quem melhora, quem supera é a pessoa, o que pratica a ação, portanto, não é a imagem em si que vai te definir como amador ou profissional mas sim sua postura diante das situações.

Muitos são os fotógrafos profissionais que produzem imagens dignas de uma bela lixeira e muitos são os amadores que produzem imagens que dificilmente você encontrará um profissional capaz de fazer o mesmo. Você é fotógrafo e pronto! Daqui pra frente é melhorar sempre, aprender, fazer denovo, se superar, seja como amador ou profissioal. Mas o que difere, então, um amador do profissional.

No meu ponto de vista esta é uma questão mercadológica e não de produção. Ao meu ver um fotógrafo teria as seguintes características quando fosse um…

AMADOR

  • Possui uma atividade de trabalho principal que não seja a fotografia;
  • Fotografa somente por prazer, ou seja, quando quer, quando pode, quando tem;

PROFISSIONAL

  • A fotografia é sua atividade principal, ou seja, 24hs por dia, 7 dias na semana.
  • Fotografa à pedido de clientes, não importando quem é, quando é, como é, onde é.

Será que me esqueci de alguma coisa? Dinheiro! Não… não esqueci nada, porque cobrar por um serviço não é, não deve e não pode ser exclusividade do PROFISSIONAL! Você investiu em equipamentos, cursos, dedicou horas a fio de estudos complexos na fotografia, produz belas imagens, mas é um fotógrafo amador, então alguém te propõe um serviço e você vai fazê-lo de graça? Não! A diferença é que o amador pode selecionar os serviços que quer fazer, na hora que pode fazer, onde der pra fazer e faz do jeito que ele quer, não do jeito que o cliente quer. Mas se você vai fotografar pra alguém que não seja você mesmo, cobre! É um serviço!

Isso é saudável em vários aspectos. Primeiro porque você ganha alguma grana para ao menos ajudar a manter seu equipamento, trocá-lo quando necessário, realizar as devidas manutenções e consertos. Segundo porque você não interfere de forma irresponsável e agressiva no mercado fotográfico da sua região. Muitos que começam na fotografia realizando trabalhos de graça são excluídos de grupos de fotógrafos, das rodinhas profissionais de sua região e isso pode lhe custar mais caro do que imagina, pois como já disse é uma classe que possui uma união relativamente boa. Conseguir a ajuda certa e necessária pode ser mais importante do que seus primeiros trabalhos.

Então, o que pode existir são vários tipos de fotógrafos, como os amadores em tempo integral (que unca realizam serviços externos), amadores na maior parte do tempo mas realizam alguns trabalhos uma vez ou outra, os profissionais na maior parte do tempo que não deixam de fotografar porque gostam e mantém seu amadorismo e os estritamente profissionais, que nas férias não quer ver uma câmera em sua frente nem pintada de ouro.

Geralmente, na grande maioria dos casos começa-se pelo amadorismo integral e vai se aperfeiçoando, fazendo contatos, começa a pegar alguns serviços e de repente boommm! Está lá você, com seu estúdio e trabalhando todos os dias com a fotografia. Mas esse boomm geralmente demora heim! Persistência, determinação e coragem não se consegue de uma hora pra outra e uma boa pitada de sorte também lhe ajudará muito.

Veja:

http://www.youtube.com/watch?v=Msv2-3E8tws     (YouTube)

http://www.youtube.com/watch?v=v4K71PxL2Ak     (YouTube – Parte 1)

http://www.youtube.com/watch?v=tQqmuvjEnyw&feature=related     (YouTube – Parte 2)

1 – Mamãe quero ser fotógrafo!

Então você se decide: Quero ser fotógrafo! Mas e aí? Por onde começar?

A princípio todo trabalho requer o uso de algumas ferramentas, mesmo quando você é a ferramenta principal. Na fotografia não é diferente, aliás, faz juz a este exemplo, pois são muitos os equipamentos que podem ser utilizados na fotografia… muitos mesmo!

Mas antes de entrarmos na questão óbvia que é a aquisição de um equipamento básico para iniciar seus estudos na fotografia há uma pequena dúvida que gostaria de abordar agora. Compro o equipamento primeiro para fazer um curso de fotografia ou faço um curso de fotografia primeiro e compro o equipamento depois?

É uma dúvida pertinente pois a resposta não é tão obvia assim e este pode ser seu primeiro passo bem dado na fotografia. Vamos aos pontos relevantes.

Se você compra o equipamento primeiro e vai fazer o curso depois, corre o risco de você perceber que comprou um equipamento errado, que não era necessário ou que não lhe servirá para o que você gostaria de fazer na fotografia. Por outro lado, fazer um curso de fotografia sem o equipamento básico (no mínimo uma câmera) é a mesma coisa que aprender a dirigir na teoria, ou seja, você pode até saber sobre como fotografar, porém, não haverá a prática, o feedback, não verá o resultado. E em termos de fotografia eu afirmo… é a prática o melhor método. Mas isso não nos dá a possibilidade de não precisarmos de um bom curso e a prática sem direcionamento pode se tornar um grande desperdício.

Então, o que fazer?

Partindo do princípio que você não possui nenhum membro da família ou amigo fotógrafo e não sabe absolutamente nada de fotografia, particularmente me baseio em duas situações para indicar o que fazer neste caso. A primeira é quando você tem grana… e a segunda é quando você não tem! Sim. Equipamentos fotográficos são caríssimos e geralmente os primeiros são financiados ou adquiridos em algum tipo de negócio não comum, onde você adquiriu o dinheiro com a venda de um carro ou moto, recebeu algum valor significativo de alguma forma, mas que isso não é rotina em sua vida. Portanto, começar errando pode significar um atraso enorme para muitos iniciantes que não tem a oportunidade de simplesmente trocarem seus equipamentos e podem levar um tempo enorme também para conseguir os equipamentos certos.

Se o seu caso for o segundo (sem grana) comece procurando por informações na internet, como blogs, forums e sites de venda de equipamentos fotográficos. Converse com fotógrafos da sua cidade e pergunte o que eles utilizam. Questione quem trabalha ou sabe de fotografia qual seria um equipamento adequado para você iniciar a prática fotográfica. E caso não tenha chegado a uma conclusão definitiva, comece o curso de fotografia mesmo sem equipamento nenhum, pois o(a) professor(a) será um grande aliado neste caso e certamente lhe indicará algo adequado à sua situação, seja ela qual for.

Mas se você chegou a uma conclusão em suas pesquisas, adquirir o equipamento antes de começar o curso pode lhe render quase que o curso inteiro de uma forma muito melhor, pois você já terá tido a oportunidade de ler todo o manual da sua câmera, flash (ou qualquer outro equipamento que tenha adquirido), certamente já terá brincado muito com ele e ao dar início a um curso seu aproveitamento poderá ser incrivelmente superior economizando este tempo de procura, aquisição e familiarização com o equipamento, pois mesmo sem produzir algo bom certamente iniciará seu curso com várias dúvidas e buscando pelas respostas certas.

Mas não se preocupe, pois haverá muito tempo após o curso para você praticar… mais precisamente o resto de sua vida! E o fato de você ter ou não o equipamento antes de dar início a um curso de fotografia não define seu rendimento, mas sim sua determinação, sua seriedade, seu desejo pela fotografia.

Um erro frequentemente cometido pelos iniciantes é achar que por ter adquirido o equipamento e ter feito algumas fotos onde percebeu a qualidade como sendo boa, muito diferente daquelas outras câmeras, se acha muito confiante e capaz ao ponto de não mais precisar do curso. Erro comum e perigoso! Estou dizendo aqui apenas um momento da história toda. Adquirir antes ou depois o equipamento, fazer o curso antes ou depois. Mas deve-se fazer o curso sim, pois não é só sobre configurações, ajustes e teorias que estamos falando. Estamos falando também sobre contato, interação, participação, prática, experiências, etc, tudo que não aparece frequentemente em manuais ou tutoriais. E não será só um curso não! Verá com o passar do tempo que vai precisar de mais cursos, conhecer mais pessoas, saber de novas técnicas, aprender novos métodos, etc. É aprendizado… e este nunca deve parar.

Não sabendo o que fazer, busque sempre informações primeiro para depois fazer algo. Principalmente quando a grana é curta e você não pode se dar ao luxo de errar em coisas tão caras.

Até a próxima!

Fotograficamente Falando sobre o primeiro post

Nasceu o Fotograficamente Falando!

Se você chegou agora e não conheçe muito sobre fotografia, ou nada, recomendo que leia ao menos o primeiro link da página História da Fotografia para que não fique tão perdido no assunto.

Se gosta de pular etapas ou acha que já está preparado para começar, então siga a leitura dos posts e divirta-se!