Regra do f16

Regra geral do f16

 

Esta é uma regra fundamental na fotografia. Se não for a mais importante, em termos gerais, não conheço outra ainda.

No que consiste esta regra?

A regra do f16 consiste na padronização de que, em um dia ensolarado, ao meio dia, se sua câmera estiver com a abertura fixada em f16 o ISO será igual à velocidade que deve ser usada e vice versa.

Exemplo:

f16 – ISO 100 – velocidade 1/100

f16 – ISO 400 – velocidade 1/400

f16 – ISO 1600 – velocidade 1/1600

Agora você deve estar se perguntando: Mas era só isso? Esta é a “grande regra da fotografia”?

Sim, é ela mesma. Mas não acaba por aqui.

Esta é a regra utilizada na padronização do ISO para todas as câmeras. Qualquer câmera, em qualquer lugar do mundo, conseguirá, ao meio dia de um dia ensolarado, acertar a exposição correta de um objeto seguindo esta regra. Não importa a marca ou modelo de sua câmera. Em f16, ao meio dia, em um dia ensolarado, a velocidade fracionada é igual ao ISO utilizado.

Há somente duas exceções a esta regra, que são:

1 – Quando você está fotografando na neve, na praia ou na água, por causa da luz refletida na superfície esta regra da abertura f16 se torna a regra de f22, também seguindo os mesmos padrões de ISO = velocidade, por isso se altera a abertura nestas situações.

2 – Quando o dia não está ensolarado ela também não se aplicará, visto que a luz que incide nos objetos ou superfície não será a mesma.  Porém, é esta regra que cria a base para utilização de outras regras, como demonstra a tabela abaixo.

 

Neve, areia e água           –              f22

Dia ensolarado                 –              f16

Ligeiramente nublado       –              f11

Nublado                             –              f8

Nuvens de chuva              –              f5.6

Sombra/Pôr do sol            –              f4

 

Nestas situações, se mantido as respectivas aberturas, o ISO é recíproco à velocidade.

Outra informação importante é que esta regra só se aplica a arquivos em JPG. Porque?

Porque a norma 2720:1974 da padronização do ISO é que determina como sua câmera medirá a exposição da luz. Já a tradução desta medição feita pelo medidor em brilho através do sensor de imagem da câmera é padronizada pela norma 1232:2006. Estas padronizações do ISO (International Standards for Organization) devem ser capazes de serem observadas pelos usuários dos equipamentos e como os arquivos RAW (crus) possuem características diferentes na construção da imagem (CR2 na Canon, NEF na Nikon, etc), é na revelação que se encontra a padronização efetiva, ou seja, quando ela vira JPEG. Essas padronizações são importantes ao passo que as diferenciações ocorrem justamente na interpretação dos sinais e na escrita dos mesmos. É no formato JPEG que se encontra a padronização de cores RGB, por exemplo. Outro fator interessante atrelado ao formato JPEG é que a Especificação de Saída Padrão (SOS) determina que o brilho médio de uma imagem de saída deve ser de 18%. Alguém se lembra do Cartão Cinza 18%? Pois é… era o nosso “lightmeter” de pobre… rsrsrsrs… justamente por ser baseado nessas convenções. E saber, por exemplo, que uma câmera que grava as imagens em formato TIFF possui o brilho médio de saída de 12,7%, ou seja, meio ponto de exposição a menos (foto mais escura).

Portanto, se está fotografando em RAW, saiba que podem haver alterações nos resultados de câmera para câmera, mesmo as do mesmo fabricante, pois a captura da imagem através dos arquivos RAW podem ser melhoradas com a tecnologia, desde que, ao serem reveladas as imagens sigam a padronização internacional (ISO) para que possamos ter a certeza visual do que está acontecendo com nossa imagem/arquivo.

Com o tempo e muita prática você acabará se acostumando a esses valores e passará a acertar mais rápido, se não de primeira, uma exposição correta em várias situações. E isto se torna necessário ao passo em que nosso equipamento pode estar configurado de várias maneiras, de forma a conseguir medições de luz diferentes dependendo da forma de medição escolhida. Sua câmera também pode confundir as coisas como no exemplo da neve, areia e água, que refletem a luz e faz aumentar a incidência de luz na medição.

 

Até a próxima!

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