Os tipos de luz

Vamos observar como funcionam os vários tipos de luzes existentes e saber como utilizá-los.

As luzes artificiais – Lâmpadas, LEDs e Fogo

Incandescentes de tungstênio (lâmpada comum) – 2.700K

Funcionam através da passagem da corrente elétrica por um filamento de tungstênio que, com o aquecimento, gera a luz. Com temperatura de cor agradável, na faixa de 2.700K (“amarelada”) e reprodução de cor de 100%, têm atualmente sua aplicação predominantemente residencial.

tungstenio

Halógena – 3.000K

Halógenas Funcionando em tensão de rede ou em baixa tensão, são também consideradas incandescentes por terem o mesmo princípio de funcionamento; porém, são incrementadas com gases halógenos que, dentro do bulbo, se combinam com as partículas de tungstênio despreendidas do filamento. Essa combinação, associada à corrente térmica dentro da lâmpada, faz com que as partículas se depositem de volta no filamento, criando assim o ciclo regenerativo do halogênio. Suas principais vantagens em relação às lâmpadas incandescentes são:

– luz mais branca, brilhante e uniforme durante toda vida;

– alta eficiência energética, ou seja, mais luz com potência igual ou menor;

– vida útil mais longa (entre 2 e 4 mil horas);

– menores dimensões.

halógena

Fluorescentes compactas – Frias – 4.000K a 6.100K

De alta eficiência e longa durabilidade, emitem luz pela passagem da corrente elétrica através de um gás, descarga essa quase que totalmente formada por radiação ultravioleta (invisível ao olho humano) que, por sua vez, será convertida em luz pelo pó fluorescente que reveste a superfície interna do bulbo. É da composição deste pó que resultam as mais diferentes alternativas de cor de luz adequadas a cada tipo de aplicação, além de determinar a qualidade e quantidade de luz e a eficiência na reprodução de cor. São encontradas nas versões Standard (com eficiência energética de até 70lm/W, temperatura de cor entre 4.100 e 6.100K e índice de reprodução de cor de 85%) e Trifósforo (eficiência energética de até 100lm/W, temperatura de cor entre 4.000 e 6.000K e índice de reprodução de cor de 85%). A performance dessas lâmpadas é otimizada através da instalação com reatores eletrônicos. São usadas em áreas comerciais e industriais.

fluorescentes

Fluorescentes tubulares – Frias – 4.000K a 6.000K

Multivapores metálicos – são lâmpadas que combinam iodetos metálicos, com altíssima eficiência energética, excelente reprodução de cor, longa durabilidade e baixa carga térmica. Sua luz é muito branca e brilhante. Tem versões de alta potência (para grandes áreas, têm índice de reprodução de cor de até 90%, eficiência energética de até 100lm/W e temperatura de cor de 4.000 a 6.000K, em vários formatos) e de baixa potência (de 70 a 400W, formato tubular com diversas bases, apresentando alta eficiência, ótima reprodução de cor, vida útil longa e baixa carga térmica).

26022009 - Lojas farão descarte de lâmpadas fluorescentes - Foto: Luiza Reis

Vapor de sódio – 2.000K a 2.500K aproximadamente

Vapor de sódio – com eficiência energética de até 130lm/W, de longa durabilidade, é a mais econômica fonte de luz. Com formatos tubulares e elipsoidais, emitem luz branca dourada e são utilizadas em locais onde a reprodução de cor não é um fato importante, como em estradas, portos, ferrovias e estacionamentos.

Como não encontrei referencias sobre a temperatura de cor dessas lâmpadas e já tendo fotografado com elas, afirmo que dependendo da lâmpada sua temperatura fica entre 2.000K a 2.500K aproximadamente.

A reprodução de cores com essas luzes são muito ruins. Os efeitos obtidos na fotografia se tornam muito (artísticos), ou seja, não se consegue uma reprodução das cores originais dos objetos.

vapor de sodio

Vapor de sódio branca – 2.600K a 3.000K

Vapor de sódio branca – seu diferencial é a emissão de luz branca, decorrente da combinação dos vapores de sódio e gás xênon, resultando numa luz brilhante como as halógenas ou com aparência de cor das incandescentes. Acionadas por reatores eletrônicos, podem ter, através de chaveamento, a temperatura de cor alterada de 2.600 para 3.000K ou vice versa. Com excelente reprodução de cor, são utilizadas em áreas comerciais, hotéis, exposições, edifícios históricos, teatros, stands, etc.

vapor de sódio branca

Vapor de mercúrio

• vapor de mercúrio – com aparência branca azulada, eficiência de até 55lm/W e potências de 80 a 1.000W, são normalmente utilizadas em vias públicas e áreas industriais.

LED – Light Emitting Diode – 5.600K

É complicado falar sobre LED, pois as características originais deles não são tão utilizadas assim. O LED foi feito pra ser manipulado, colorido e modificado, portanto, ao trabalhar com uma luz de LED você deve entender o comportamento da luz ou as características daquele LED em específico, pois não representa todos os LEDs. Existem LEDs de todas as cores e os mais vendidos para utilização na fotografia (por isso a importância de se adquirir produtos voltados para sua área de trabalho e atuação) são fabricados para terem um aspecto de temperatura de cor em 5.600k, o que está bem próximo da luz do dia.

LED

Vela e fogo

A vela e o fogo possuem temperaturas por volta de 1.000k. São muito avermelhados e também são considerados difíceis de serem fotografados quando se tenta achar uma harmonia entre a luz produzida por eles e alguma luz artificial que desejamos usar na cena.

vela

 

O sol e as luzes naturais

O sol possui a temperatura de 5.200K. É a luz referência para a maioria das situações de fotografia que encontramos e a que mais temos contato e intimidade.

É com a luz do sol que se elabora a “regra do f16” (veja a regra do f16 aqui). “Num dia de sol brilhante, claro e limpo, se ajustar a abertura do diafragma em f16 a velocidade e o ISO serão iguais“.

Porém, além da luz direta do sol sem interferência de quaisquer outras situações, veremos também quando ela sofre interferência de determinadas situações e se modifica, alterando assim a temperatura de sua cor. Como por exemplo:

dia claro

 

Dia nublado

Se o dia estiver nublado a temperatura da luz do sol sobe de 5.200K para 6.000K. Isto requer alguns ajustes no White Balance (WB) e pode comprometer as cores obtidas também.

dia nublado

 

Dia chuvoso

O dia chuvoso é um pouco complicado, pois a luz vai depender um pouco do tipo de nuvens que se formam nesta chuva. Como sabemos, tem chuva forte, chuva fraca, nuvens de chuva mais claras e nuvens de chuva mais escuras. Quando são nuvens de chuva mais escuras a temperatura tende a subir mais e teremos menos luz e cores. Mas às vezes está chovendo e o dia parece estar simplesmente nublado. De qualquer forma,a temperatura aumenta um pouco e vai ficar entre 6.000K e 7.000K

dia chuvoso

 

Sombra

Mesmo com o dia claro, limpo e o sol brilhante, se você estiver numa área de sombra a temperatura ficará por volta dos 7.000K.

Aqui é importante ressaltar uma coisa: a sombra não é a escuridão, então, ela receberá uma iluminação periférica a qual deve ser levada em consideração com muito cuidado, pois dependendo do que estiver perto (chão, parede, construções, árvores, etc) a luz refletida nessas superfícies poderão interferir muito ou pouco nas cores da sombra. Não é na temperatura, mas sim nas cores. Ex: Atrás de uma casa rosa, na área de sombra, não é possível determinar a influência das luzes refletidas pois a sombra é formada justamente porque a luz não incide naquele ponto. Mas atrás de você tem uma parede de trepadeira ou várias plantas. Certamente essas plantas estarão refletindo muita luz verde nesta sobra da parede rosa e daí é preciso prestar muita atenção em como contornar estes obstáculos para conseguir uma fidelidade de cores aceitável para determinado trabalho.

rede_na_sombra

 

Pôr do Sol e Nascer do Sol

Estes dois se encontram por volta de 2.000K. Por isso são tão avermelhados. Lembrando que o momento do pôr do sol e do nascer do sol não é apenas quando o sol esbarra no horizonte e alguns minutos antes e depois podem render boas fotos, assim como podem render várias configurações de temperatura de cor para se conseguir resultados diferentes.

por do sol

 

Porque é importante saber sobre a temperatura das cores?

A temperatura das cores são como uma base para que possamos conferir determinadas cores mais próximas de sua originalidade e sofrendo uma interferência sóbria e conhecida de luzes. Ao passo em que podemos alterar, seja na câmera ou na edição, a temperatura dessas cores de luzes e intensificar ou diminuir tal coloração ou efeito na imagem.

Muitas das vezes a configuração que força determinada temperatura ao invés da “correta” é justamente a causadora de um efeito desejado que pode aumentar a singularidade de sua imagem e talvez até representar um estilo.

Quando se trata de utilização de várias luzes o conhecimento das temperaturas de cor das luzes se torna imprescindível, ao passo que em determinadas ocasiões para se conseguir uma harmonia de temperatura de cores são necessários muitos acessórios e fontes de luzes.

É justamente por esta harmonização que os fotógrafos de casamento, com seus flashes a 5.600K “adoram, amam de paixão” os cinegrafistas com seus sunguns e luzes auxiliares para filmagem e seus 3.000K… (hahaha… quando não dá briga né). Vira uma bagunça dos infernos! Dispara-se um flash com 5.600K, onde a câmera regula sua temperatura para que ele não fique azulado, em compensação o sungun que ilumina o ambiente atrás das pessoas fotografadas com seus 3.000K torna tudo amarelo ao extremo, pois a câmera estava regulada para uma temperatura maior. A igreja vira praticamente uma zona de guerra! Mas estão chegando com força os LEDs para solucionar essa questão, pois os LEDs também trabalham em 5.600K, ou seja, harmonia perfeita entre cinegrafistas e fotógrafos!

Pra quem deseja trabalhar com moda e publicidade então, fica a dica: Engula este material, coma seus livros sobre cores e luzes, faça cursos específicos na área e se prepare bastante, pois é imprescindível o conhecimento apurado das temperaturas.

Por enquanto é só e até a próxima.

12 comentários sobre “Os tipos de luz

    • Olá Angela!

      Obrigado pela sua participação e não tem segredo nenhum sobre os LEDs. O que acontece é que eles são de temperatura mais fria, portanto, deve-se tomar cuidado ao misturar os tipos de luzes. Isso costuma ser uma catástrofe na qualidade das fotos quando fotografamos eventos onde há vários tipos de luzes misturadas.

      Exemplo: Chega numa formatura e tem lá a luz ambiente (quente, amarelada), vários pontos de luzes coloridas direcionada para as pessoas e não para as paredes ou objetos decorativos (verde, vermelho, roxo, azul, etc), na mesa do bolo tem várias luzes palito (frias, azuladas) tem também o pessoal da filmagem com seus LEDs acoplados nas câmeras (luz fria mas mais parecida com a do flash) e você com seu flash (branca mas um pouco diferente dos LEDs). O que acontece se você fizer uma foto de alguém que está recebendo todas essas luzes igualmente? Essa pessoa vai ficar toda colorida e vai ser muito difícil consertar isso com uma exposição que leve em consideração a luz ambiente.

      Geralmente, nesses casos, aumentamos a potência do flash pra diminuir a intensidade das luzes ambientes, porém, como eu disse, diminui a intensidade das luzes ambientes. Em alguns casos remove completamente as outras cores, consertando o problema da mistura de temperaturas, porém, fica tudo como se tivesse apenas a luz do seu flash, o que torna sua fotografia bem comum e acaba com a decoração que pode ser linda ao vivo, mas nas fotos um horror.

      Nem sempre conseguimos eventos com esse cuidado na hora de planejarem as iluminações do local. Passa a ser uma questão de experiência, pra saber o que dá ou não pra fazer, saber o que fica menos pior rsrsrsrsr.

      Mas se tiver mais dúvidas é só perguntar que a gente responde! 😀

    • Olá Gesiel!

      Bom, não temos como premissa a indicação de cursos aqui, mas acreditamos que os cursos presenciais são os melhores e que possivelmente possam te ajudar verdadeiramente na fotografia. Mas se você quiser apenas aprender a fotografar, fazer suas fotos ficarem mais bonitas em termos técnicos (não é ironia tá!) basta estudar o manual da sua câmera ou ver vídeos no YouTube sobre o assunto que quiser na fotografia. Isso é muito tranquilo e tem aos montes na internet gratuitamente. Mas para aprender sobre “fotografia” e suas peculiaridades, se preparar para ser um fotógrafo ou saber detalhes que não podem ser mostrados em cursos virtuais (por vários motivos e não se trata de sacanagem do pessoal não tá rsrsrsr), aí só o curso presencial mesmo. É o que nós aconselhamos. Um curso presencial muito bem feito. Procure em sua cidade as escolas de fotografia e procure se informar a respeito delas pra ver qual seria a melhor opção pra você. Um abraço! 😀

    • Olá Ariana Ferreira! Bom dia!

      Bom, na verdade foram 3 fontes primárias de luz citadas neste post, você não deve ter prestado muita atenção quando leu. A luz do sol; as luzes das “lanternas”, como vc diz, que e é onde se encontram o maior número de tipos diferentes de luzes, pois cada gás ou circuito funciona de uma determinada forma; e o fogo (ou calor, pois a luz da solda por exemplo é diferente da vela mas as duas se mostram através do calor gerado, seja por combustão ou eletricidade). Veja que o sol também é um fonte de luz de calor, mas diferenciei por se tratar de uma luz homogênea e constante, ou seja, natural, das luzes criadas a partir do fogo aqui na terra, pois essas temos que criar e pode ter temperaturas diferentes.

      Na verdade até existe um outro tipo, que é a luz bioquímica, a qual é gerada por algum tipo de reação química ou característica biológica de um ser vivo, como o vagalume, por exemplo, ou alguns peixes e algas que são fluorescentes e é possível enxergar eles brilhando a olho nu. Porém, achei pouco importante colocar isso aqui visto que raramente conseguimos utilizar vagalumes em um softbox para fotografar ou para iluminar uma cena, sendo eles objeto para a fotografia, não fonte de luz.

      Eu também queria ver mais fontes de luz quando fui escrever este post, porém, não consegui encontrar no nosso mundo, no planeta terra, outros tipos de fontes de luz. Mas posso estar enganado, claro, e se souber de mais alguma fonte de luz que possamos utilizar basta contribuir e enviar as informações pra que eu possa melhorar o post.

      Obrigado pela participação e continue fotografando! 😀

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