Pessoas Comuns vs Fotógrafos: “Experimento mostra o quão diferente pode ser a mesma locação”.

A matéria:

Recentemente, o usuário do Reddit manyToys enviou algumas fotos mostrando as diferenças entre pessoas comuns e fotógrafos profissionais.

“As fotos mostram que fotógrafos podem fazer um lugar comum parecer mágico com a luz certa, ângulo e só um pouquinho de edição. O que pode parecer uma parede de arbustos com duas árvores próximas para uma pessoa comum, pode parecer uma misteriosa floresta para um fotógrafo. Sim, claro, qualquer foto parece melhor quando editada, mas convenhamos, nem todos tem um “olho artístico”, o qual é muito necessário na fotografia. Não acredita? Dê uma olhada abaixo.”

 

 

Comentário sobre a matéria:

Não se sabe ao certo quem fez as fotos, porém, as ditas “ruins” teriam sido feitas por pessoas comuns, ou seja, poderiam ter sido feitas por fotógrafos também, visto que fotógrafos são pessoas comuns – Nunca vi um fotógrafo voando ou parando bala no peito.

Mas é claro que entendemos a comparação! Só estou afirmando que ele(s) mesmo(s), o(s) fotógrafo(s) da(s) foto(s) poderia(m) ter feito as fotos com seu(s) celular(es).

Então, foto de celular é ruim mesmo? Também não quis dizer isso. Mas veja: Geralmente, celulares possuem lentes muito angulares. Isso dificulta o desfoque e deixa tudo chapado mesmo. Geralmente, também, celulares não são fáceis de se segurar firmemente, o que faz com que as fotos saiam muito tremidas em algumas ocasiões com pouca luz.

 

Tá, então você quer dizer que não há diferença entre “pessoas comuns” e “fotógrafos” na hora de fotografar? Não! Nem de longe eu quero dizer isso. Mas eu tenho que ser crítico em relação ao que vejo por aí e achei essa matéria um tanto quanto preconceituosa e desdenhosa com as ditas “pessoas comuns” ao se referirem a essas fotos mal feitas ou apenas com o intuito de mostrar a locação. Ou seja, é claro que uma “pessoa comum”, com um celular, não conseguirá capturar belíssimas imagens em qualquer situação onde isso seja possível. Já com uma câmera apropriada, com uma lente apropriada e um pouco de conhecimento na fotografia, é óbvio que até uma “pessoa comum” conseguiria melhorar suas fotografias ou até registrar belíssimas imagens.

 

E achei muito interessante o fato de abordarem a questão “O que eu vejo de forma comum” e “O que eu vejo quando quero fotografar”. Sim, você pode fazer proezas em um lugar onde não se imagina possível de se fotografar. Este exercício do olhar é fundamental para a fotografia! E tanto fotógrafos profissionais, como amadores e até mesmo “pessoas comuns” podem treinar ele e melhorar suas fotos. Era apenas esta a correção que eu gostaria de fazer quanto à matéria.

 

Até a próxima!

 

Fonte: Ordinary People VS. Photographers: Experiment Shows How Differently Same Location Looks | Bored Panda

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Edições e manipulações em fotos – contra ou à favor?

Sabemos que muito se comenta e se discute sobre adições e manipulações desde que o photoshop foi inventado. Quais seriam os limites das edições nas fotografias, quais seriam as intenções nas modificações e quais seriam as consequências de tais manipulações, são alguns dos questionamentos levantados.

Mas o que poucos sabem que é o photoshop não foi o primeiro método de edição de imagens e que até na época do filme, mais precisamente quando não existiam computadores nem programas para mexer nas fotos depois de produzidas a manipulação já acontecia. Aliás, a criação dos programas computacionais voltados para a manipulação e edição das imagens veio justamente de uma demanda dos próprios profissionais que reclamavam de seus métodos, pois eram muito difíceis e artísticos para serem realizados, elevando e muito o custo de uma edição de uma foto por conta dos volume de erros que aconteciam.

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Quem conhece Ansel Adams e suas fotografias sabe o que é ser metódico, paciente, espontâneo, perfeccionista e dedicado. Mesmo assim ele foi um dos melhores manipuladores de sua época. Sim, ele manipulou muitas de suas imagens a fim de conseguir os resultados que ele conseguia ver com os olhos e que os filmes não conseguiam registrar e talvez até foi além em algumas das fotos, trazendo possibilidades que nem os olhos seriam capazes de ver daquela forma, algo muito particular e artístico.

Talvez a palavra “manipulação” assuste um pouco quando se associa a questões sociais e pessoas, ser manipulado, não sei. Só sei que muita gente não gosta dessa palavra e muito menos da manipulação em si nas fotografias. Perda da identidade, da autenticidade, inserção de dados não reais, exclusão de partes do registro daquela realidade fotografada, distorção dos fatos, etc, são várias as colocações sobre manipulação e são muito válidas, porém, nada melhor do que o bom senso para nos ajudar.

É claro que numa foto jornalística onde um fato deve ser retratado com a maior fidedignidade possível não cabe manipulação, mas a manipulação pode ocorrer até na hora de fazer a foto, como em uma manifestação onde um fotógrafo faz a foto de alguém com o fundo vazio e entende-se que quase ninguém compareceu à manifestação, e outro que faz a foto de alguém com o fundo cheio de gente, mas que na verdade eram só umas 50 pessoas, e entende-se que foi uma multidão que esteve ali presente. Isso também é manipulação. A utilização de uma lente ou de outra é uma manipulação, pois pode distorcer a realidade e causar interpretações diferentes, dependendo da angulação utilizada, da distância física, da distância focal ou zoom.

Então, qual é a birra com a manipulação do photoshop, lightroom ou qualquer outro programa de edição? Bom, a birra é óbvia e ela realmente existe. Hoje temos muitos compradores de câmeras e vemos uma crescente tendência dos programas de edição de imagens para este público, que faz uma foto de qualquer jeito, sem o mínimo zelo ou estudo, aplica um filtro qualquer, ou preset, ou action, e “vualá”… tá feita a coisa.

Dizem ser artística a foto mas não sabem nem como conseguiram aquele resultado e são incapazes de reproduzi-lo.  Além disso, uma manipulação deve seguir uma linha de raciocínio e ter um objetivo. Se não há isso, melhor deixar quieto e ficar só nos ajustes de contraste, nitidez, saturação e exposição… o que já tá de bom tamanho.

Quanto mais se mexe, mais se destrói o que era e se constrói o que ainda será… e se já houve dificuldade para fazer a foto imagina para se chegar em algum lugar na edição depois. Portanto, cuidado! Vamos pelo caminho do bom senso. A manipulação, quando vem feita, quando zelosa e adequada em uma fotografia pode fazer milagres, criar maravilhas e solucionar problemas que nenhuma câmera dá conta ainda… porém, quando feita sem critério, de qualquer jeito, “só pra testar”, é forte se peso para colocar uma má impressão em sua fotografia, mesmo que seja aquela edição “artística”, que “era pra ficar assim mesmo”… sabem né… rsrsrsrs… porque sua “arte” não tem consistência e rapidamente descobrirão sua farsa. Daí, assuma as consequências.

Vejam essas manipulações do Erick Johansson clicando na foto/link e observem bem a construção delas. Elas foram muito bem empregadas, construídas, utilizadas. O resultado não poderia ser outro se não imagens fantásticas. Então, na minha opinião o que prevalece é o bom senso. Cada tipo de fotografia te dirá se ela precisa ou não de algum tipo de ajuste, edição ou manipulação. O trabalho, o cliente e a foto te dirão muito mais sobre a necessidade ou não de edição/manipulação, e não somente seu desejo.

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Vlw gente!