Fotógrafo de Natureza arrisca sua própria segurança para salvar uma jovem águia

Posso estar errado mas uma das coisas que venho percebendo ao estudar sobre a fotografia e os fotógrafos de antigamente e da atualidade é o fato de estarmos perdendo (em quantidade percentual) a humanidade na fotografia.

Estes dados são empíricos? Não. Li algo a respeito disso? Não. É puro achismo meu mesmo. Mesmo procurando ler sobre tudo eu posso ter selecionado leituras as quais me fizessem perceber isso erroneamente, mas acredito que há um pouco de verdade neste pensamento meu.

Então quer dizer que os fotógrafos deveriam ser mais humanitários? Não. Não disse isso. Disse que não tenho percebido “humanidade” nos fotógrafos atuais em termos percentuais. Exemplifico meu pensamento:

  • se antigamente um fotógrafo era obrigado a ter um vasto conhecimento e prática na fotografia pra conseguir produzir belas imagens, hoje em dia quando se compra a câmera praticamente já vem um certificado dentro da caixa atestando que você é um “fotógrafo” (e de certa forma é, mas não como estou colocando aqui)
  • se antigamente um fotógrafo era obrigado a ter um excelente relacionamento interpessoal para conseguir seus clientes, saber falar, dialogar, conversar e viver a experiência de se aproximar das pessoas, hoje com uma conta no Facebook e uma disciplina de sair adicionando todo mundo que o site sugere como sendo um possível conhecido seu e a adesão a uma lista de uns 300 grupos você acredita que tem o mundo em suas mãos.
  • se antigamente um fotógrafo entendia que tudo era aprendizado e qualquer tipo de arte ou informação que tinha o privilégio de ter contato era de uma importância tal que ele deveria fazer algo a respeito, como estudar, ler, apreciar e adquirir esse tipo de material, hoje a primeira coisa que a pessoa faz é mudar o nome do perfil dela pra “Fulano de tal Photographer, ou Photography”, mesmo morando no Brasil e nunca tendo pisado fora daqui.

Um velho e conhecido fotógrafo já dizia (e não vou colocar o nome dele só pra você que está lendo entender do que eu estou falando, quando tentar lembrar o nome dele e não souber): “Quando você fotografa, fotografa com toda sua cultura”. Ou seja, com todos os livros que leu, todos os filmes que assistiu, todos os amores que viveu, todos os lugares que visitou, todas as pessoas que conheceu.

E daí eu me pergunto: Com esse tanto de “fotógrafos” onde estão as belas fotografias? E me lembro dessa frase. E logo penso novamente: Bom, devem estar assistindo As Brasileirinhas, Cinquenta Tons de Cinza, vídeos de gatinhos no Facebook e pseudo celebridades do YouTube. Devem estar lendo apenas posts sobre a Dilma, o boom do feminismo, receitas culinárias e algum livro de algumas dessas pseudo celebridades do YouTube. Fotos de viagens no Facebook tem aos quilos, o que me leva a questionar se a pessoa realmente “conheceu” o lugar e as pessoas daquele lugar o qual visitou. Se aprendeu algo sobre a história e a cultura daquela região. E o Tinder só veio pra piorar tudo pra essas pessoas.

Estou querendo dizer, então, que um fotógrafo deve perder algumas fotos em nome de algo mais importante em algum momento? Sim, estou. Então estou julgando um fotógrafo que está fotografando mas não está ali, naquele momento, enquanto pessoa? Não, não estou julgando, mas constatando que “ele”, o ente, a alma, o ser humano não está ali. Apenas um tipo de zumbi, de robô, de marionete da vida. Incapaz de julgar uma situação ou de saber o que fazer em determinada situação, pois não vive plenamente. Apenas cumpre ordens, objetivos, deveres.

As melhores fotografias que já vi possuem histórias fantásticas, cheias de detalhes por trás daquela foto. Possuem várias perdas, vários “se eu tivesse”, mas em compensação possuem alma e sentimento nas imagens que foram possíveis de serem registradas.

Aprender a fotografar não quer dizer absolutamente nada. Você pode saber fotografar muito bem mas se não viver a fotografia com todo seu ser não produzirá nada de valoroso. É como saber ler e escrever. A maioria sabe, mas não lê nada que presta e muito menos escreve. E só precisa de um lápis.

Se você deseja ser um fotógrafo melhor, quando for tomar um sorvete, aprecie o sabor, a textura, a temperatura e descubra o sorvete que realmente você mais gosta e como gosta. Quando for conhecer alguém, deixe seu ego, seu “EU” de lado, só um pouquinho e tente realmente absorver o que a outra pessoa lhe oferece sobre ela, desde os trejeitos, as expressões faciais, o volume e a velocidade da fala, o gesticular das mãos, etc. Quando for assistir algo na TV, um filme, não o faça com seu celular em mãos. Preste toda a atenção que puder no que estiver fazendo.

Não estou dizendo que é necessário que faça isso pra ser um excelente fotógrafo técnico. Isso é necessário para se tornar mais humano! Você pode até não fazer nada disso e ganhar um bom dinheiro trabalhando com fotografia, mas nunca vai saber do que se trata a alma de um verdadeiro registro, pois sua alma ficará em casa quando sair pra trabalhar.

Infelizmente são dois caminhos diferentes e há a necessidade de se fazer uma escolha. No mundo que estamos, com a pressão comercial que existe, poucos se arriscarão a se aventurar verdadeiramente pela fotografia. Só que a vida segue e provavelmente se você não pensa assim, deve estar arrependido agora de ter lido isso tudo. Mas guarde isso… guarde… um dia, quem sabe, isso possa fazer alguma diferença na sua vida e, por consequência, na sua fotografia.

 

Até a próxima! 😀

 

Matéria original:

Fonte: Video: Nature Photographer Risks His Own Safety to Save a Young Eagle

Fotógrafo leva drone para dentro de um dos maiores rios de caverna do mundo

Confira o vídeo e tire suas próprias conclusões quanto à beleza e exuberância do local, bem como a beleza deste projeto que ficou simplesmente maravilhoso!
Tem algo a dizer? Deixe aí nos comentários! 😀
Até a próxima!

Fonte: Photographer Brings Drone Into One of the World’s Largest River Caves

Não brigue com sua fotografia… aproveite as possibilidades!

picapau

Na fotografia existem vários aspectos a se considerar ao julgar se uma foto é boa ou ruim, coerente ou não, adequada ou bem construída. O contexto é o maior responsável por tornar uma foto singular, haja visto que se inserida em um contexto diferente, com um propósito diferente, a foto pode perder completamente seu sentido e sua beleza.

Aqui vemos que a foto está ligeiramente tremida e poderia ser alvo de críticas a respeito da qualidade de fotos de pássaros, por exemplo. Mas algo à torna mais especial que as outras. O momento. O flagra.

Portanto, quando se preparar para fotografar pense no tipo de fotografia que deseja fazer ou praticar e pense no que é importante e necessário para que execute bem sua função. É aqui onde uma grande angular pode ser melhor que uma zoom e vice versa. Que uma lente barata e escura pode não ter diferença alguma com uma lente clara e cara. O objetivo é que determina o tipo do equipamento que deverá utilizar para tirar o maior proveito da situação, não a sua mera escolha.

Sendo assim, quem reclama de equipamento talvez esteja mais enganado quanto ao seu objetivo na fotografia, ou esteja tentando fazer algo que realmente com tais equipamentos não terá bons resultados. Você não precisa fazer tudo, nem se comparar com os outros. Faça o que você pode fazer, com o que tem, e faça bem feito. Trace seus objetivos tendo em mente o que pode ou não fazer com o que tem e seu crescimento será assombroso!

Ou então, fique aí brigando com o resto do mundo e faça uma foto melhor de um pica-pau carregando uma doninha em pleno vôo! 😀

 

The Internet Reacted Hilariously To The Weasel Riding A Woodpecker – UNILAD.

Fotograficamente Falando sobre o relacionamento entre o Fotógrafo e o Alce

alce

E ai? Até onde você está disposto a ir por uma fotografia? O que está disposto a enfrentar para conseguir uma imagem?

Poucos são os que reclamam de não conseguirem obter os resultados desejados, e digo poucos porque geralmente os que não conseguem o que desejam não conseguem sequer assumir suas falhas, os fracassos, os erros. A grande maioria dos que não conseguem suas tão desejadas imagens se escondem atras de justificativas, algumas vezes até baseadas em alguma boa informação mas que certamente está sendo usada da maneira errada para amenizar a dor do fracasso, mas na grande maioria das vezes são justificativas medíocres, sem coerência alguma, totalmente subjetivas e pré-formatadas.

Os que reclamam que não conseguiram “a imagem” são os que sabem que tentaram e falharam. Provavelmente já sabem onde erraram e certamente possuem grandes chances de consertar o erro da próxima vez. Estes e os que conseguiram são os que fazem a diferença.

O problema não é nem aceitar ou não as críticas que vem de fora. O problema é: “Você aceita ou dialoga com as críticas que vem de dentro? Você mesmo, verdadeiramente, critica a sua própria criação?”

Começar a andar é a essência. Saber aonde queremos ir é o básico para começar a tomar decisões mais diretivas. Saber até onde podemos chegar é um ótimo começo para aprendermos mais sobre nossos limites. Ultrapassar os limites de onde achávamos que poderíamos chegar é algo maravilhoso. Mas lidar com situações novas onde nem nós mesmos imaginávamos que poderíamos enfrentar, situações onde perdemos totalmente o controle e por algum tipo de acaso ou força maior, algum tipo de espontaneidade pura que nos guia e acaba nos trazendo de volta ao campo do controle, isso é algo quase inexplicável, imensurável, algo único.

Não digo para sair por ai fazendo besteira e enfiando o carro na frente dos bois não, muito pelo contrário! Mas se preparar para seguir alguma estrada que te leve à realização. É à medida em que nos propomos a enfrentar os desafios, que expurgamos a preguiça do nosso corpo e colocamos a mão na massa que as coisas começam a acontecer. Coisas diferentes, situações novas, tudo surgirá bem na sua frente e como você vai lidar com isso revelará quem você é naquele momento e quem você poderá se tornar se seguir em frente.

Um alce como este surge praticamente todos os dias em nossas vidas. Geralmente nós estamos longe, ou dentro dos carros. Pouquíssimos estão do lado de fora tentando obter uma imagem melhor. Por isso pouquíssimos conseguem aquilo que não conseguimos frequentemente. E muitos desses enfrentamentos nem oferecem tanto risco quanto este alce de verdade, e mesmo assim nos escondemos. Porque? Medo de fracassar ou de conseguir?

Pensem nisso. Só pensem…

Os equipamentos que Luciano Candisani usa | Luciano Candisani

Está em dúvida quanto ao equipamento? Primeiro decida o que você quer da fotografia e depois trate o equipamento como sendo também uma escolha criativa, pois cada um tem características próprias que podem facilitar ou dificultar seu momento fotográfico. É o que diz Luciano Candisani neste artigo da National Geographic Brazil. Confira!

Os equipamentos que Luciano Candisani usa | Luciano Candisani.