Noiva mineira será indenizada em R$ 10 mil, por fotos e filmes de má qualidade no dia do casamento

É aquela velha história. Compra a câmera e já acha que pode sair fazendo de tudo. Se auto denomina um profissional do ramo. Fica todo feliz com os primeiros serviços. Mas a casa cai… ahhhh cai. Acreditem… mais cedo ou mais tarde a casa cai. E não é raro não viu! Aliás, infelizmente isso está se tornando cada vez mais constante. São as “crianças” e seus “brinquedinhos novos”. Se quer brincar, desce pro play… com clientes, com serviços, com contratos, com sonhos… não se brinca! Ou faz com um mínimo de responsabilidade e qualidade ou vai acabar em maus lençóis. Veja a matéria:

 

Noiva mineira será indenizada em R$ 10 mil, por fotos e filmes de má qualidade no dia do casamento | FilmMaker/HDSLR – Informações e noticias para Cinema Digital.

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Edições e manipulações em fotos – contra ou à favor?

Sabemos que muito se comenta e se discute sobre adições e manipulações desde que o photoshop foi inventado. Quais seriam os limites das edições nas fotografias, quais seriam as intenções nas modificações e quais seriam as consequências de tais manipulações, são alguns dos questionamentos levantados.

Mas o que poucos sabem que é o photoshop não foi o primeiro método de edição de imagens e que até na época do filme, mais precisamente quando não existiam computadores nem programas para mexer nas fotos depois de produzidas a manipulação já acontecia. Aliás, a criação dos programas computacionais voltados para a manipulação e edição das imagens veio justamente de uma demanda dos próprios profissionais que reclamavam de seus métodos, pois eram muito difíceis e artísticos para serem realizados, elevando e muito o custo de uma edição de uma foto por conta dos volume de erros que aconteciam.

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Quem conhece Ansel Adams e suas fotografias sabe o que é ser metódico, paciente, espontâneo, perfeccionista e dedicado. Mesmo assim ele foi um dos melhores manipuladores de sua época. Sim, ele manipulou muitas de suas imagens a fim de conseguir os resultados que ele conseguia ver com os olhos e que os filmes não conseguiam registrar e talvez até foi além em algumas das fotos, trazendo possibilidades que nem os olhos seriam capazes de ver daquela forma, algo muito particular e artístico.

Talvez a palavra “manipulação” assuste um pouco quando se associa a questões sociais e pessoas, ser manipulado, não sei. Só sei que muita gente não gosta dessa palavra e muito menos da manipulação em si nas fotografias. Perda da identidade, da autenticidade, inserção de dados não reais, exclusão de partes do registro daquela realidade fotografada, distorção dos fatos, etc, são várias as colocações sobre manipulação e são muito válidas, porém, nada melhor do que o bom senso para nos ajudar.

É claro que numa foto jornalística onde um fato deve ser retratado com a maior fidedignidade possível não cabe manipulação, mas a manipulação pode ocorrer até na hora de fazer a foto, como em uma manifestação onde um fotógrafo faz a foto de alguém com o fundo vazio e entende-se que quase ninguém compareceu à manifestação, e outro que faz a foto de alguém com o fundo cheio de gente, mas que na verdade eram só umas 50 pessoas, e entende-se que foi uma multidão que esteve ali presente. Isso também é manipulação. A utilização de uma lente ou de outra é uma manipulação, pois pode distorcer a realidade e causar interpretações diferentes, dependendo da angulação utilizada, da distância física, da distância focal ou zoom.

Então, qual é a birra com a manipulação do photoshop, lightroom ou qualquer outro programa de edição? Bom, a birra é óbvia e ela realmente existe. Hoje temos muitos compradores de câmeras e vemos uma crescente tendência dos programas de edição de imagens para este público, que faz uma foto de qualquer jeito, sem o mínimo zelo ou estudo, aplica um filtro qualquer, ou preset, ou action, e “vualá”… tá feita a coisa.

Dizem ser artística a foto mas não sabem nem como conseguiram aquele resultado e são incapazes de reproduzi-lo.  Além disso, uma manipulação deve seguir uma linha de raciocínio e ter um objetivo. Se não há isso, melhor deixar quieto e ficar só nos ajustes de contraste, nitidez, saturação e exposição… o que já tá de bom tamanho.

Quanto mais se mexe, mais se destrói o que era e se constrói o que ainda será… e se já houve dificuldade para fazer a foto imagina para se chegar em algum lugar na edição depois. Portanto, cuidado! Vamos pelo caminho do bom senso. A manipulação, quando vem feita, quando zelosa e adequada em uma fotografia pode fazer milagres, criar maravilhas e solucionar problemas que nenhuma câmera dá conta ainda… porém, quando feita sem critério, de qualquer jeito, “só pra testar”, é forte se peso para colocar uma má impressão em sua fotografia, mesmo que seja aquela edição “artística”, que “era pra ficar assim mesmo”… sabem né… rsrsrsrs… porque sua “arte” não tem consistência e rapidamente descobrirão sua farsa. Daí, assuma as consequências.

Vejam essas manipulações do Erick Johansson clicando na foto/link e observem bem a construção delas. Elas foram muito bem empregadas, construídas, utilizadas. O resultado não poderia ser outro se não imagens fantásticas. Então, na minha opinião o que prevalece é o bom senso. Cada tipo de fotografia te dirá se ela precisa ou não de algum tipo de ajuste, edição ou manipulação. O trabalho, o cliente e a foto te dirão muito mais sobre a necessidade ou não de edição/manipulação, e não somente seu desejo.

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Vlw gente!

Nouveau Parfum

Nouveau Parfum, uma música da cantora Boggie, trás à tona um questionamento que, embora corriqueiro, pela falta de uma base cultural e financeira mais sólida, sempre gera grande repercussão e mexe com o que de mais precioso temos na vida… nós mesmos.

O questionamento em si é o velho ter e ser. A amplitude e magnitude que esses dois verbos possuem em nossas vidas é enorme. Eles regem nossos passos desde quando nos levantamos até quando vamos dormir. Muitos defendem o “Ter”, outros defendem o “Ser”. Alguns, na esperança de serem mais sensatos, afirmam ser o “equilíbrio” entre ser e ter o ideal, e não estou aqui pra criticar nenhum desses posicionamentos.

Uma colega fotógrafa (Ângela Macário) me solta um comentário, neste vídeo que ela compartilhou, sobre hoje ser mais importante “parecer que tem” e “parecer que é”. Bom, não havia pensado por essa vertente ainda. Não que o fato de fingir o que não se tem ou é não fosse conhecido, mas na minha cabeça eu não havia imaginado a proporção da coisa de uma forma diferente. Adiante vem a minha reflexão sobre o assunto e não representa o que as pessoas ou grupos envolvidos pensam a respeito.

Se pensarmos bem poucas pessoas “são” ou “tem” de forma relevante. O resto nem é e nem tem, mas toma partido na esperança de… de sei lá o que. Ah mas então você está desconsiderando as pessoas que realente “são” ou “tem” com concretude e que não conhecemos? Não! Para se “ter” ou “ser” algo verdadeiro, relevante e concreto basta ter ou ser de verdade e qualquer um pode ser ou ter muitas coisas. O problema é que existe todo um mercado que se baseia justamente nas pessoas que não são e não tem… as que “desejam” ser ou ter, mas ainda não são e não tem. As pessoas que não tem firmeza em suas características. Elas são sim, e tem também… mas é rápido, momentâneo, mudam rapidamente de lado, trocam as coisas rapidamente, necessitam de novidades para suprimir a mesmice de suas vidas e desenvolvem habilidades inconsistentes de relacionamento, baseadas na indiferença.

O que me chamou atenção no clip é que a cantora utiliza a pós produção para exemplificar a conteúdo de sua música que fala sobre a enxurrada de marcas e seus produtos nos confundirem, nos deixar desnorteados em relação a nós mesmos. E com este link magnífico com a fotografia não dava pra deixar escapulir esta não é mesmo? Rsrsrsrs

Bom, é impressionante, também, como somente no nosso meio há uma quantidade enorme de pessoas desnorteadas, que não sabem quem “são” ou o que “querem” na/com a fotografia. Marcas de câmeras, uma infinidade de lentes e acessórios, cursos online, edição, livros, DVDs, nomes famosos, uma gama de produtos, serviços e informação comercializados para um publico desinformado, necessitado, fragilizado, inconsistente e sem opinião. Chega a ser assustador!

Não estou aqui, de forma alguma, criticando todos estes produtos, porém, é notória a falta de preparo de muitos deles, falta de profissionalismo na produção do material, falta de conteúdo, de didática, de direcionamento e o pior, falta de informações verdadeiras que realmente ajudem quem está começando ou precisando daquelas informações. Produtos e serviços que são vendidos pelo seu título e capa, que não tem absolutamente nada a ver com seu conteúdo. E isso é triste.

É o tal de vender A, dizendo que é B para quem precisa de C ou quem sabe até um D. É importante frisar que na fotografia você tem necessidades sim e cada uma delas terá determinados produtos e serviços para lhe ajudarem a satisfazer essas necessidades, porém, não sabemos ainda julgar com maior precisão as coisas por falta de informação, falta de interesse, falta de disciplina e falta de sinceridade. Sinceridade porque você mesmo não admite pra si o que realmente quer ser ou ter na fotografia. Disciplina porque hoje muitos preferem o “cursinho online” do que ter que levantar o traseiro do lugar e correr atrás de algo concreto, não sabe se organizar e nem tem consistência na busca por alguma coisa na fotografia. Falta de interesse no sentido de se interessar por algo que realmente faça valer a pena, pois o interesse na vida fácil e nas puxadas de tapete está nota 10. E falta de informação porque se você não teve nenhuma dessas outras coisas, certamente não terá informação que preste.

Mas se você tiver aquela câmera TOP, si sim né! Ai sua foto vai ficar linda! Mas se você comprar aquela lente caríssima, ai sim você vai conseguir um resultado surpreendente! Tripé? O melhor, por favor! Filtros? Tenho todos! Comecei com uma mochila e hoje to com três e levo todas elas quando vou fazer um ensaio. Nossa! Saiu uma lente nova muito boa! Essa eu tenho que ter! E por ai vai…

Também não estou, de forma alguma, menosprezando os produtos não. Só que cada um deles tem sua utilidade. Cada tipo de serviço de fotografia tem uma necessidade específica que deve ser suprida com esses equipamentos. Cada profissional tem um estilo ou jeito particular que o fará utilizar ou não determinados equipamentos. É como eu digo: Não é você que escolhe o que vai comprar. É sua fotografia!

Pensem nisso gente. Pensem bem. A briga interna sobre “ter” e “ser” vai continuar sim e é saudável. Agora, tentar diariamente, num exercício constante, “parecer que tem” e “parecer que é” é algo assustador, desprezível e perigoso, pois você pode correr o risco de se perder e daqui muitos anos olhar pra trás e não saber quem foi ou o que teve, pois foi tudo de mentira.

Precisamos de mais autenticidade em nossas vidas e em nossos trabalhos. Precisamos “ser” um pouco mais verdadeiros, e “ter” um pouco mais de coragem pra assumir este posicionamento. Precisamos agir mais por algo que importa e brigar menos por coisas irrelevantes.

– Não nascemos prontos e vamos envelhecendo. Nascemos e vamos nos construindo. Mário Sergio Cortella

– Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam. Fraçois Rabelais

Um abraço e fiquem na paz!